A PF (Polícia Federal) intimou a rede social Tik Tok para prestar informações sobre os usuários que publicaram os vídeos da trend “Caso ela diga não”, que incitam violência contra a mulher em situações hipotéticas em que uma mulher nega um flerte ou paquera.
Segundo investigadores ouvidos pela CNN Brasil, a plataforma já enviou dados técnicos, como os Ips (endereços dos computadores) e logs de acesso. Com base nessas informações, a PF começa a traçar a linha de identificação dos usuários.
Até o momento, a PF já levantou 15 perfis originários que publicaram os vídeos que viralizaram. O objetivo é, também, saber as pessoas reais por trás dos perfis que compartilharam as imagens de ódio.
Análise: Normalização escalou misoginia digital
Segundo o inquérito da Diretoria de Repressão a Crimes Cibernéticos, os perfis são de 2024 e 2025 e a maioria do conteúdo que viralizou foi publicada no ano passado. As imagens foram excluídas pelo Tik Tok.
Em dezembro passado, a PF criou uma coordenação de combate a crimes cibernéticos de ódio e é essa unidade que acompanha esse e outros casos graves. A CNN Brasil entrou em contato com o TikTok, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
Relembre o caso
A apuração da PF começou após denúncias da trend que viralizou no TikTok no mês do Dia Internacional da Mulher com homens simulando reações violentas diante de uma negativa em situações românticas. Ao supostamente escutarem um "não", eles desferem socos, simulam dar facadas ou até tiros.
Fonte: CNN
Karoline
Foto: Redes Sociais

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